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Surge novo ativo para tratar o melasma

Manchas na pele, especialmente no rosto, são uma grande dor de cabeça para muita gente. Principalmente para mulheres e ainda mais especificamente para gestantes. Contudo, os homens não estão totalmente livres delas. Essas manchas escuras são chamadas de melasmas e requerem cuidados e tratamento especiais. A lounge* conversou com o dermatologista Marcos Vieira, que deu mais detalhes sobre o assunto.

O que é melasma?

Melasma é uma alteração da pele resultante da hiperatividade das células responsáveis pela produção de melanina, chamadas de melanócitos. Esta condição é responsável pelo surgimento de manchas escuras em áreas expostas ao sol, especialmente, face, fronte, têmporas e, mais raramente, no nariz, pálpebras, queixo e membros superiores. São manchas acastanhadas, mais ou menos escura e de contornos irregulares. Apesar de ser fácil de ser diagnosticada, muitas vezes é resistente aos tratamentos existentes.

Quais são suas possíveis causas?

As causas do melasma ainda permanecem desconhecidas, havendo relação com fatores genéticos, hormonais, uso de medicamentos, cosméticos, doenças endocrinológicas e exposição solar, porém nenhum deles pode ser responsabilizado isoladamente pelo seu desenvolvimento. O melasma pode ocorrer por causa de alterações hormonais durante a gravidez.Entre as causas, parece que predisposição genética e exposição às radiações solares desempenham um papel importante.

Então pode-se dizer que é mais comum em mulheres?

Sim. Embora possa acometer ambos os sexos é mais comum em mulheres adultas em idade fértil, podendo, porém, iniciar-se após a menopausa. A idade de aparecimento situa-se entre 30 e 55 anos. O sexo masculino representa apenas em torno de 10% dos casos.

Quais são as possibilidades de tratamento?

O tratamento do melasma é geralmente insatisfatório, pela grande recorrência das lesões e pela ausência de uma alternativa de clareamento definitivo. De um modo geral, os tratamentos compreendem no uso de cremes com ácidos e/ou substâncias despigmentantes que podem ser associados aos peelings no consultório, sendo que, nestes casos, os resultados demoram cerca de dois meses para começarem a aparecer. É importante deixar claro que não é um tratamento que funciona com todos os pacientes.

Existe algo novo para o tratamento?

No último Anual Meeting da Academia Americana de Dermatologia, que aconteceu em Washington em março deste ano, foram mostrados vários trabalhos científicos de um ativo novo que é a grande novidade mundial para o tratamento de melasma, inclusive aqueles resistentes a outras terapias, ele se chama Cysteamina, sendo um corretor do melasma, uma molécula derivada da cisteína, que tem ação direta em duas enzimas principais responsáveis pelas manchas: a tirosinase e a peroxidase. A Cysteamina quebra o ferro e o cobre, que são metais essenciais para que as enzimas produzam melanina. Além disso, a Cysteamina aumenta a produção de glutationa, um antioxidante endógeno que ajuda a clarear a pele.

Uma boa notícia para quem sofre com melasma…

Sim. A Cysteamina é a grande “vedete” do momento, quando se fala em melasma no Brasil e no mundo. O Farmacêutico Nelson Mauricio, diretor da Farmácia Neofarma, que é uma das autoridades em peeling no Brasil, desenvolveu um peeling com este novo ativo associando ao já consagrado ácido retinóico. É um peeling para ser feito em consultório a cada 15 dias e o paciente dá seguimento com um home care com cremes a base de Cysteamina e outros ativos clareadores, potencializando os resultados, que aparecem rapidamente.

Dr. Marcos Vieira

Professor da pós-graduação internacional do V’naia Institute; professor convidado em diversos cursos e congressos no Brasil e exterior na área de dermatologia estética; professor do Instituto Jurado de Ensino e Pesquisa; ex-professor do Instituto Superior de Medicina no Curso de Dermatologia Estética (ISMD); pós-graduado em Nutrologia pela Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN); pós-graduado em Dermatologia pelo Instituto Superior de Medicina e Dermatologia (ISMD); título de Especialista em Patologia do Trato Genital Inferior; residência em Ginecologia e Obstetrícia no Hospital Geral de Bonsucesso (RJ); graduado em Medicina na Faculdade de Medicina da Universidade Gama Filho (RJ).




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