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Movimento Não é Não reúne marcas contra o assédio entre foliões

Carnaval 2019

Movimento Não é Não reúne marcas contra o assédio entre foliões

Mais um carnaval chegou. Época de muito movimento nas ruas. Tem folião indo fantasiado para o bloquinho, correndo atrás do trio elétrico e desfilando nas escolas de samba. Tem até quem queira fugir da folia e curtir a cidade ou viajar. Em todos os casos, dois fatores são  fundamentais e determinantes: saúde e segurança. Segundo estudo da Mindminers, a percepção de homens e mulheres é que o assédio sexual aumenta durante os dias do carnaval.

Essa afirmação é corroborada por 95% das pessoas ouvidas pela pesquisa ao afirmarem que  a situação é fruto de diferentes causas, entre elas o aumento do consumo de álcool, uso de roupas curtas e clima de pegação exacerbado. O estudo foi realizado em painel online, nas cinco regiões do País, com mil internautas entre 18 e 55 anos.

Visando mudar essa realidade, diversas empresas realizam ações para mitigar as violações durante a data. A OGX, marca de cuidados com os cabelos da Johnson & Johnson, por exemplo, abraçou a ideia com o apoio ao AZmina. Juntas, criaram o movimento Meu Cabelo Não, que pretende explicar os limites das aproximações durante a festa.

No lado institucional, a Prefeitura de São Paulo e a Rua Livre, do grupo Catraca Livre, promovem o #CarnavalSemAssédio. A ação pretende levar grupos de voluntários aos blocos de rua na capital paulista com o objetivo de acolher e orientar mulheres vítimas de assédio, além de identificar abusadores com o apoio de observadores em cima dos carros de som usados durante a festa.

Ao mesmo tempo, há a atuação do Ônibus Lilás, da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania, que é um ponto de atendimento às vítimas.

Por sua vez,  a 99 – aplicativo de transporte urbano que integra a companhia global DiDi Chuxing – reforçou a segurança na plataforma. Entre os recursos disponíveis para o Carnaval estão o rastreador de comentários contra assédios, um botão de emergência que permite o compartilhamento de rotas com parentes e amigos, além do monitoramento por câmeras.

A mais recente ferramenta disponível no aplicativo é o rastreador de comentários contra assédio- ferramenta desenvolvida especialmente para a segurança das mulheres. Caso usuárias se sintam incomodadas durante a corrida, elas podem denunciar na caixa de comentários que aparece após o fim da viagem. A tecnologia consegue identificar automaticamente palavras e contextos relacionados a assédios. Daí em diante, uma equipe especializada faz uma segunda checagem para avaliar os detalhes e tomar as providências — que podem incluir bloqueio e suporte para investigação da polícia.

Por fim, a Rua Livre também conta com voluntários na distribuição de 20 mil adesivos da campanha por blocos de São Paulo, do Rio de Janeiro e de Olinda (PE).

 

foto: Paula Molina/divulgação

 




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