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Rogério Flausino fala com a revista lounge* sobre o Jota Quest

Entrevista

Rogério Flausino fala com a revista lounge* sobre o Jota Quest

Uma banda não pode viver apenas da sua discografia, ela precisa estar presente com seu público

Em 1993, o baixista PJ junto com o baterista Paulinho Fonseca tinham o interesse de  formar uma banda de black music. Mais adiante, conheceram o tecladista Márcio Buzelin e Marco Túlio Lara, guitarrista. Para completar o grupo, faltava um vocalista e, após 14 tentativas para escolher um vocal, Rogério Flausino foi selecionado.  Com uma experiência musical adquirida ao lado do irmão Wilson Sideral, ele recém chegado à Belo Horizonte, agregou seu talento ao Jota Quest. No início, a banda abria shows para outros grupo e para os conterrâneos do Skank. “No Jota Quest existe um equilíbrio de funções. Nunca houve um momento em que alguém decidiu algo sozinho ou desejou sair”, diz Flausino.

Em 1995, o primeiro álbum J. Quest cativou o sucesso do público com abordagem funk, soul e black dos anos 70. O disco repleto de sucessos incluindo “As Dores do Mundo”, “Encontrar Alguém” e “Onibusfobia” estourou nas rádios de todo o país. Outro sucesso do Jota Quest foi o disco  De Volta ao Planeta, lançado em 1998, de musicalidade dançante, trouxe ao público os hits “Fácil” e “De Volta ao Planeta”. Um episódio que marcou a carreira da banda foi a mudança do nome, em virtude da ação dos estúdios Hanna-Barbera, pelo patente do J Quest.

Já em 2000, o disco Oxigênio não agradou a crítica pelo excesso de canções românticas e por ser muito comercial. Dois anos depois, o grupo lançou “Discotecagem Pop Variada”. A música de trabalho “Na Moral” virou sucesso e levou o Jota Quest novamente ao topo. O momento favorável criou a oportunidade para produzir um disco ao vivo. Gravado na capital Belo Horizonte, o MTV ao vivo conta com as melhores canções e participação especial de Arnaldo Antunes e do rapper Thaíde. A redenção dos mineiros chega com o disco ao vivo, em 2003, com uma apresentação impecável, cheio de sucessos embalados pelo público. Após o disco ao vivo, o grupo preparou um trabalho de inéditas e lançou, em 2005, o sexto albúm “Até Onde Vai”. Mais maduro, o Jota Quest criou uma versão de “Além do Horizonte”, interpretado pelo rei Roberto e pelo “tremendão” Erasmo Carlos. O mesmo disco também conta com o hit “O Sol”.
Outro ponto importante na carreira dos meninos da terra do queijo e do doce de leite foi a apresentação ovacionada no Rock in Rio 2011. A plateia cantou junto boa parte das canções, causando inveja a algumas apresentações internacionais que não mobilizaram o público no mesmo nível.

“Uma banda não pode viver apenas da sua discografia, ela precisa estar presente com seu público. A experiência do ao vivo muda tudo. Muitas pessoas quando vivenciam um show acabam procurando e pesquisando seu material”, conta Rogério Flausino.

O grupo também lançou um disco em espanhol, intitulado “Dias Mejores”, uma coletânea com os melhores sucessos como “Planeta De Los Simios”, “Encontrar a Alguien” e “Facil”. Em 2012, a banda lançou “Folia e Caos”, com participações de Seu Jorge, Maria Gadú, Falcão, do Rappa, Ney Matogrosso, Pitty, Dado Vila-lobos, Marcelo Bonfá, Erasmo Carlos e Nando Reis. “Este trabalho é um disco de passagens onde convidamos muitos artistas que gostamos muito. Acabou nesse belíssimo trabalho onde sentimos muita satisfação na sua conclusão”, explica Flausino.

Uma das músicas que merece destaque é “Ainda é Cedo”, da Legião Urbana, onde a banda mostra sua influência pop e rock n roll. “Tocar com o Dado Villa Lobos e com o Marcelo Bonfá foi uma coisa de fã mesmo”, lembra Flausino.

 




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