O conceito das Missas é resgatar a essência da música e da canção sem intervenções da indústria

Um encontro de amigos, uma banda, um bloco de Carnaval ou uma seita? Para seus integrantes, o Coletivo Missa é tudo isso e mais um pouco. O movimento que busca fazer música apenas pelo deleite de tocar começou com uma reunião de artistas em um domingo frio tipicamente paulistano e acabou se tornando uma verdadeira efervescência de ritmos e vozes.

Idealizado pela parceria entre Gabriel Wickbold e Rodrigo Sá em 2011, o projeto ganhou esse nome por começar religiosamente às 18h. De forma fluida e despretensiosa, as Missas agregaram cada vez mais pessoas até se tornar a festa com clima de open house que hoje se estende como uma plataforma para apresentar novos artistas e realizar shows.

Rodrigo Sá

Ao lado de Gabriel Wickbold, o músico é um dos alicerces e fundadores do movimento. Idealizador de festas como a Rio Sunset, a brasilidade corre em suas veias e transparece em suas composições e melodias. O multi-instrumentista cresceu em meio a rodas de capoeira e influências musicais diversas que o tornaram um grande alquimista de sonoridades.

Sá soma no projeto com seu diferencial e sua paixão que é o Berimbau Brazil, instrumento que caiu nas graças dos músicos, além de ser uma das principais vozes nos shows do Coletivo. Recentemente lançou seu novo álbum Saturnália, que oferece um toque de misticismo e suingue aos ouvidos.

Ao longo da carreira, o artista fez diversos shows nacionais e internacionais em festivais e casas de peso como o Rock in Rio Lisboa, Favela Chic em Paris e a Casa da Música na cidade do Porto.

“Vimos muitas sementes nascendo e florescendo no Coletivo e é a parte mais bonita de tudo isso”

Francine Missaka

A voz imponente da cantora se destaca quando o assunto é o pop, funk e samba. Missaka agrega toda sua bagagem musical ao projeto tanto do Coletivo quanto solo, a artista que já fez parte das bandas SambaSonics,Banda do Faustão, Orquestra Saga Gafieira e backing vocal de grandes nomes como Seu Jorge e Pitty, já tem 2 EPs lançados. Atualmente está lançando seu novo single, o reggaeton “Quando olha pra mim”.

“A essência do coletivo é o encontro de amigos, cada um tem o seu estilo musical e seu trabalho próprio e quando a gente se encontra o caldo fica grosso e bem temperado”.

Marcelo Mira

O vocalista, compositor e fundador da banda Alma Djem entrou pra família musical do Coletivo logo no início do movimento. Convidado por Rodrigo Sá, o músico participou dos primeiros encontros regados a vinho, violão e muito bate papo e se apaixonou pela energia e pluralidade das Missas. Em seu projeto paralelo que une diversos tipos de expressões artísticas como música, dança e fotografia, o Sarau do Mira já recebeu grandes artistas como o rapper Xis, João Suplicy e Luciana Oliveira.

“Sempre acreditei que música é coletividade e união e não competição. Que não é feita pro ego, mas pro coração”.

Brunno Amaral

O empresário descobriu seus dons musicais em 2011 quando as primeiras reuniões aos domingos nasceram. Peça essencial na parte criativa do Coletivo, Brunno se considera um integrante mais dos bastidores do que dos palcos. Achou sua veia artística no samba e na percussão e se expressa através das composições em conjunto com outros membros e definindo as roupagens das apresentações.

“A nossa maior virtude é o companheirismo, a amizade e o bom gosto musical”.

Vini Cohin

O baiano de Salvador dá um tempero a mais no caldo. Hoje com 31 anos, o artista começou a compor aos 11 e não parou mais. Radicado em São Paulo há 7 anos, levou a música em paralelo aos trabalhos como publicitário. Esse ano lançou o álbum “Do Tempo” com 8 músicas inéditas e faz shows para fortalecer seu projeto solo e alcançar cada vez mais pessoas com suas melodias.

“A mistura pode ser um belo caminho pra uma coisa única que se chama Coletivo Missa”.

Enzo Romani

O caçula do grupo transita por muitos meios artísticos. Frequentador das Missas desde os 18 anos, além de cantar e tocar violão, Enzo Romani já atuou em novelas da Globo e fez trabalhos como modelo. Para ele, o Coletivo é uma família e escola onde ele compartilha e testa suas novas composições e o impacto que elas causam nas pessoas. À parte, desenvolve shows autorais como “looper”.

“Foi uma grande escola, um grande aprendizado de todas as formas: pessoal, musical, espiritual”.

Gabriel Wickbold

Músico desde a adolescência, o fotógrafo e produtor é um dos idealizadores do projeto que tem como berço seu estúdio na Vila Nova Conceição em São Paulo. Com 3 discos gravados e um currículo de produção invejável, Wickbold buscou inspiração pelo Brasil afora para criar a série Brasileiros de fotos que o levou a ser um profissional reconhecido no ramo e o afastou temporariamente da música.

Em 2011, abriu suas portas para reuniões descomprometidas de amigos que mais tarde agregaria cada vez mais artistas que buscam tocar, cantar e compor por amor ao que fazem sem a interferência da indústria musical.

“O amor da gente era o encontro pela canção e foi ali que começou o Coletivo Missa em 2011”.

Ludmila Mazzucatti

A estrada da ex-backing vocal do Natiruts se cruzou com a de Rodrigo Sá há alguns anos e não foi por acaso. Formada em canto erudito, Lud começou a participar efetivamente dos shows em 2012 e faz questão de não esconder o prazer que encontrou na profissão que escolheu ainda criança. Fora do Coletivo a cantora se dedica ao seu segundo cd com músicas autorais.

“É um projeto q eu amo, são meus amigos, a gente se diverte tanto que é até difícil chamar de trabalho”.

 

Lúcio Zahoul. Abril de 2026

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