Considerado o Rei do Carnaval carioca, figura marcada nas melhores noites do mundo, o empresário quer levar o Carnaval para outros países
Celebridade no meio carnavalesco, João Carlos Martins Maia, o Joãozinho King, como é conhecido pelos amigos, vive rodeado de belas mulheres e pela nata do Carnaval carioca. Apaixonado pela festa mais popular do país desde a adolescência, o empresário resolveu no ano passado fazer da sua grande paixão um negócio rentável unindo o útil ao agradável.
Dono da famosa Feijoada do King, festa que reúne toda terça de Carnaval mais de 2000 pessoas na Barra da Tijuca, Joãozinho estreou seu próprio camarote em 2017 que promete ser ainda melhor este ano. No próximo domingo o Vila Seu Justino vai receber a primeira versão paulista da Feijoada em parceria com a lounge* e o empresário conta um pouco da sua trajetória até se tornar o rei do Carnaval carioca.
l- Como você criou o camarote do King?
j- O Camarote do King surgiu porque eu sempre ficava no camarote da Grande Rio. No ano passado, o Jaider, presidente da escola, me convidou para fazer um camarote com ele e em cima da hora ele se enrolou e disse que não poderia fazer. Como estava com tudo na mão resolvi fazer o Camarote do King e a Itaipava, que foi meu maior patrocinador e se não fosse eles o camarote não ia acontecer, comprou a ideia. Eles bancaram a metade do camarote e a outra metade eu vendi. Isso no ano passado, 2017.
l- E antes disso, o que você fazia?
j- Antes disso a minha irmã foi presidente da Estácio de Sá e a gente viva muito no samba. Eu sou muito amigo do Jaider da Grande Rio, então ficava no camarote da escola sempre, convidando amigos, pessoas, mulheres tanto para o camarote quanto para o abre alas. Esse ano eles vão colocar 28 mulheres no carro que eu vou escolher, todas amigas minhas.
l- O apelido King veio da onde?
j- Ah, o King é engraçado. Há uns 10 anos tinha uma boate chamada Nuth, na Barra que eu frequentava quase todos os dias. Ai as pessoas aqui de São Paulo, Belém, começaram a me chamar de Rei da Nuth porque eu tinha muita moral na boate. Daí virei o Joãozinho King.
l- Isso em que ano?
j- Isso lá pra 2008, 2010…
l- Independente do camarote, você sempre esteve ali na raiz do samba e do Carnaval por causa da sua irmã?
j- Não foi por causa da minha irmã. Eu mesmo gostava muito de Carnaval mais tarde ela veio a ser presidente da Estácio. Antigamente eu frequentava as 12 escolas, hoje em dia estou ficando mais cansado, na preguiça, mas conheço todos os presidentes das escolas de samba, me dou com todos eles, somos amigos e o Carnaval é a minha vida.
l- Quem vê de fora não entende, mas se vc for parar para avaliar o Carnaval é um negócio. Você virou um empreendedor sem querer convidando as pessoas e amigos. Qual o maior desafio de fazer um camarote virar um negócio e rentável?
j- Pra mim é complicado virar rentável porque eu conheço muita gente e convido muita gente. Eu faço uma feijoada há 10 anos e convido todo mundo, cerca de 2, 3 mil pessoas. Já cheguei a fazer pra 5 mil e há 4 anos eu tenho vendido alguns convites e o camarote é a mesma coisa, mas como o camarote é uma coisa mais cara que a feijoada eu tenho que cobrar. As vezes eu dou pros amigos, faço acordos com eles, eles compram alguns e eu dou alguns de uma forma que fique bom pra todo mundo. E o carnaval hoje no Rio de Janeiro é algo que só tende a crescer. Eu já tinha falado há alguns anos atrás que Salvador está acabando e toda aquela cultura do carnaval de lá também. Você vai no camarote em Salvador e não consegue sair p ir no trio a não ser que você seja muito conhecido e esteja com segurança. No Rio se você está dentro do sambódromo tem a liberdade de rodar aquele lugar todo com segurança. Então você desfila, sai na dispersão, se troca, vai pro seu carnaval curtir sem ninguém colocar a mão e isso é muito legal. Está todo mundo hoje querendo fazer camarote privado e corporativo na Sapucaí como há 10 anos atrás não tinha.
l- Então foi um crescimento bem interessante. Isso também tem atraído mais estrangeiros? Porque querendo ou não o Carnaval é uma vitrine para o mundo todo.
j- O Carnaval é uma vitrine para o mundo todo, mas eles ainda tem um pouco de medo, de receio de vir pra cá. Eu graças a Deus viajo muito e falo muito do Carnaval no mundo. Já trouxe a dona da Rolex, um ministro da Espanha está vindo pra cá também esse ano. Eu trago muita gente porque explico que o Carnaval no Rio não é tudo isso que falam, que todos os lugares têm problemas, mas no Carnaval você vai de van com segurança sem correr o risco de ser assaltado.
l- E essa feijoada que vai acontecer no domingo agora é a primeira fora do Rio de Janeiro. Conta um pouquinho pra gente: por que São Paulo?
j- Olha, eu vou ser muito sincero. Eu quero fazer uma feijoada itinerante, em São Paulo, Floripa, mas pra isso eu preciso ter parceiros na área do estado para fazer sem invadir a área dos outros. Aqui em São Paulo o meu amigo Maida resolveu fazer a Feijoada do King com a Revista lounge e vai ser um sucesso. Já está todo mundo falando, os ingressos estão quase esgotados.
l- E para o ano que vem? Você já está pensando em novidades?
j- Ano que vem eu queria fazer uma feijoada em Goiânia, Brasília, me convidaram pra fazer uma em Juiz de Fora, vamos ver. E o camarote ano que vem vou aumentar mais um pouco, descer a boate que fica no segundo andar e colocar no térreo. Queria fazer uma Feijoada do King no Destino, em Ibiza, é um dos meus sonhos. Outra ideia é fazer uma em Portugal no verão europeu.
A Feijoada do King acontece no Vila Seu Justino no próximo domingo, dia 28. Com muita feijoada e samba, a festa terá a presença da bateria da Gaviões da Fiel e do grupo Sambahits. Já o camarote do King rola nos dias 9, 10, 11, 12 e 17 de fevereiro das 20h às 5h.
Foto: Daniel Ramalho









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