Dra. Juliana Saracuza, médica integrativa, defende o equilíbrio na reposição hormonal para melhorar a qualidade de vida. Polêmico, o tema divide opiniões na medicina: alguns especialistas recomendam para todas as pacientes climatéricas e menopausadas, outros apenas para as sintomáticas, enquanto há quem não defenda a prática.

Pós-graduada em medicina esportiva, gestão em saúde e medicina integrativa, além de coordenadora do Samu de Santo André, Dra. Juliana acredita que, quando usados corretamente, os hormônios podem proporcionar uma longevidade mais prazerosa. “A diferença entre remédio e veneno está na dose. Prefiro o equilíbrio, tanto nos tratamentos indicados quanto nas orientações sobre alimentação, exercícios físicos e suplementações.”

Sociedades científicas têm criado consensos para o uso seguro e eficaz da terapia hormonal, esclarecendo tabus e pré-julgamentos. Porém, não há um protocolo único. “A escolha deve ser feita em conjunto entre médico e paciente, respeitando preferências, indicações, contraindicações e estilo de vida”, explica a médica.

Dra. Juliana ressalta que a reposição hormonal na menopausa é crucial para aliviar sintomas como baixa libido, indisposição e calores, além de oferecer proteção cardíaca, melhorar a cognição e ajudar no tratamento de osteoporose e osteopenia. “Já recebi pacientes que trataram depressão e ansiedade sem sucesso, quando o problema era hormonal.”

Alternativas aos comprimidos, adesivos, injetáveis e gel são os implantes hormonais e não-hormonais, pequenos tubinhos inseridos no tecido subcutâneo, que liberam hormônios na corrente sanguínea. “Nos homens, o implante é indicado para hipogonadismo, refletindo em baixa testosterona”, diz a médica.

Entre os hormônios utilizados, estão gestrinona, estradiol, progesterona, NAD e testosterona, sendo a última cercada de dúvidas. Dra. Juliana destaca os benefícios da testosterona, como melhora na disposição, sono, libido e humor.

A gestrinona, muitas vezes referida como “chip da beleza”, deve ser usada corretamente. “É indicada para tratar endometriose, miomas, síndrome do ovário policístico, sangramento uterino disfuncional e TPM severa.”

No consultório da Dra. Juliana, na Vila Olímpia, São Paulo, a busca pela reposição hormonal tem sido motivada pela qualidade de vida. “As pessoas não aceitam mais rótulos devido à idade. Frases como ‘se acostume’ ou ‘é assim mesmo’ não fazem parte do vocabulário dos meus pacientes, o que é ótimo. O que importa é qualidade de vida.”

Infos: @drajulianasaracuza

Lúcio Zahoul. Abril de 2026

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