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Prevention é o novo conceito de beleza

Todos vão envelhecer. Mas hoje existem alternativas para chegar lá com mais qualidade de vida – e bonita! A medicina e a indústria da beleza oferecem hoje uma variedade de tratamentos de última geração que tornam o processo de envelhecimento mais suave.  Esse é o conceito de Prevention. Segundo a Merz Aesthetics, uma das principais empresas de estética do mundo, este termo é utilizado para referir-se a intervenções não cirúrgicas realizadas em pessoas entre 25 e 35 anos com o objetivo de retardar o envelhecimento e prevenir a necessidade de procedimentos mais invasivos no futuro.

De acordo com a dermatologista Carla Pecora, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, o envelhecimento acontece por uma interação de fatores extrínsecos e intrínsecos, levando a alterações estruturais da pele. “Muitas dessas alterações ocorrem precocemente. Estudos mostram, por exemplo, que desde a primeira década de vida existe perda de colágeno na pele que é exposta ao sol. Aos 15 anos, inicia o processo de diminuição das fibras elásticas. Aos 25, esses fatores são intensificados a outros e que variam de pessoa para pessoa. É nesta idade que são indicados os primeiros procedimentos estéticos”, explica.  

A dermatologista afirma ainda que a ideia de prevenção é conseguir identificar precocemente alterações estruturais da pele, perda de colágeno, alteração de estruturas mecânicas e das fibras elásticas, que podem trazer problemas a longo prazo e interferir com tratamentos não cirúrgicos combinados, como toxina botulínica, preenchedores, bioestimulador de colágeno e ultrassom microfocado. Essa abordagem multifacetada é gradual, suave e adaptada a cada paciente. “Como resultado, a pessoa envelhecerá de uma forma mais lenta e chegará anos mais tarde com uma necessidade menor de intervenção”, diz a médica. É o que vem acontecendo nos Estados Unidos. Segundo a Sociedade Americana de Cirurgia Plástica, a popularidade do lifting facial tem caído na última década. No mesmo caminho, um estudo do Journal of Drugs in Dermatology mostrou que medidas preventivas e intervenções terapêuticas precoces podem alterar o curso do envelhecimento facial.

Quando interferir

Um exemplo comum de intervenção é quando a pessoa contrai o rosto e apresenta linhas de expressão em movimento. “É possível perceber que alguns grupos musculares são usados mais intensamente do que o normal e, no futuro, isso será evidenciado”, diz. Neste caso, a toxina botulínica surge como uma opção de tratamento preventivo. Trata-se antes para que o vinco em repouso (muito mais difícil de tirar) não apareça.

A perda de suporte é outro exemplo. As bolsas de gordura que mantêm a estrutura de suporte acima do osso são unidas e responsáveis por manter um rosto jovem, redondo e iluminado. “Com o passar dos anos, há uma perda do conteúdo de gordura em algumas dessas bolsas e o suporte vai ficando mais fraco, com menos tensão”, explica a dermatologista. Esta falta de tensão faz com que o músculo tenha contrações ineficientes, gerando flacidez, além de provocar uma aceleração na reabsorção da estrutura óssea. Se esse processo for identificado de forma precoce, é possível fazer uma intervenção com aplicação de preenchedor à base de ácido hialurônico e refazer o volume perdido. Com isso, reestabelece a tensão necessária e impede que problemas maiores aconteçam.

O objetivo com a interferência precoce não é modificar o rosto ou o corpo de ninguém. A ideia é fazer com que a se envelheça em uma velocidade menor. “O tratamento é realizado no início do problema ou até mesmo antes dele, quando identificada uma predisposição. As mudanças são sutis”, conclui a médica.




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