Mãe: o único amor que o tempo não consegue diminuir.

Existe algo no olhar de uma mãe que o mundo ainda não conseguiu traduzir. Talvez porque algumas coisas simplesmente não possam ser explicadas. Apenas sentidas.

Hoje pela manhã, logo cedo, assistindo distraidamente à televisão enquanto o café passava devagar, ouvi uma frase que ficou ecoando no coração. Uma senhora simples, do sul da Bahia, mulher da roça, mãos marcadas pela vida e pela dignidade do trabalho, falou algo que parecia carregar toda a verdade do mundo dentro de poucas palavras:

“Uma mãe ama tanto o filho na cadeia quanto o filho na lua.”

E talvez seja exatamente isso que torna o amor de mãe tão grandioso. Ele não escolhe cenário. Não depende de status, de sucesso, de reconhecimento ou de perfeição. O amor de mãe permanece. Inteiro. Vivo. Inabalável.

A mãe ama quando o filho vence e quando ele fracassa. Ama quando ele liga todos os dias e também quando o silêncio demora demais. Ama quando está perto e continua amando quando a vida cria distâncias. É um amor que não conhece desistência.

Vivemos em um mundo acelerado. Corremos atrás de metas, números, compromissos, resultados e sonhos. Queremos conquistar espaço, reconhecimento, independência. E no meio dessa correria quase automática, muitas vezes esquecemos de olhar para aquela mulher que, silenciosamente, foi responsável por nos ensinar as primeiras palavras, os primeiros passos e, principalmente, o significado de cuidado.

Mãe é presença mesmo quando está cansada.

É força mesmo quando está em pedaços.

É abraço em dias difíceis.

É oração silenciosa quando ninguém está vendo.

É aquela pessoa que sente no coração antes mesmo de qualquer notícia chegar.

E talvez o mais bonito seja justamente isso: mãe não ama pela obrigação do sangue. Ama pela entrega da alma.

Neste domingo, 10 de maio, Dia das Mães, talvez o maior presente não esteja nas vitrines, nos restaurantes lotados ou nas fotos publicadas nas redes sociais. Talvez o maior presente seja o tempo. O abraço apertado. A conversa sem pressa. A lembrança de agradecer enquanto ainda existe oportunidade para agradecer.

Porque a verdade é que a vida passa rápido demais.

Um dia, sem perceber, a gente sente saudade do café pronto na mesa. Da preocupação exagerada. Das mensagens perguntando se chegamos bem. Das broncas que, no fundo, sempre foram cuidado disfarçado de preocupação.

Mãe é raiz. É abrigo. É memória afetiva. É a força invisível que sustenta famílias inteiras mesmo quando ninguém percebe.

E por mais moderno que o mundo fique, por mais tecnológica que a vida se torne, nunca haverá nada mais poderoso do que o amor de uma mãe.

Neste Dia das Mães, celebre. Abrace. Ligue. Esteja presente. Faça memória. Faça carinho. Faça tempo.

Porque mãe é esse amor raro que continua acreditando na gente até quando nós mesmos deixamos de acreditar.

E talvez seja justamente por isso que o amor de mãe seja a coisa mais próxima da eternidade que existe na Terra.

Galeteria Assados. Junho de 2026

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