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Polesi faz da street art brasileira um sucesso internacional

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Polesi faz da street art brasileira um sucesso internacional

Fábio Augusto Polesi, Fábio Polesi ou simplesmente Polesi. Com todo jeito de garoto, o artista plástico criado em Santos e de 45 anos, está há 29 deles imerso no mundo da arte. Começou fazendo arte final “para um pessoal de eletrônica” aos 16 anos, se formou no colegial e foi fazer Escola Panamericana de Arte; de lá para cá vem passeando por várias vertentes da arte. Ele nos encontrou para um bate papo na Vanzak Gallery, em São Paulo, onde suas obras estão à venda. 

Profissionalmente, Polesi trabalhou 12 anos como tatuador e, paralelamente, sempre fazia algo de artes plásticas. “Há uns de 5 anos deixei a tatuagem e fui para o mercado de customização pintando peças de decoração, foi quando minha esposa me deu um toque de que cachorro vende muito bem. Então, e resolvi fazer uma peça de cachorro, um buldog, e foi ela que abriu as portas do mercado internacional para mim, começando por Nova Iorque (EUA)”, explica.

Durante dois anos Polesi fez uma série de exposições com os cachorrinhos em Nova Iorque, foi um grande sucesso. Depois ficou outros dois anos fora do mercado internacional, ele parou de pintar os cachorros “porque não estava mais a fim de fazer”. Ele buscou outros caminhos e uma nova vertente não demorou a aparecer. “A street art foi óbvia para mim, porque vim do litoral que não tem essa cultura, quando vim viver em São Paulo a street art foi uma coisa muito nova, minha escola é outra. De quatro, cinco anos para cá venho fazendo street art, as coisas tomaram outro rumo e estão acontecendo”, aponta.

Polesi já expôs em Nova Iorque, Miami e Los Angeles, e suas peças já foram vendidas para mais de 20 países. Devido ao grande sucesso e procura, no ano passado ele voltou a pintar os cachorrinhos. E os convites para expor em Nova Iorque e Miami não param de chegar. Mas nem por isso ele não buscou novos ares. Há um novo carro-chefe na carreira do artista: a série The Wall, que foi lançada em abril, para ser levada a Nova Iorque. “Essa série caiu na graça dos novos milionários de 25 a 35 anos e de muitos empreendedores, essa galera está curtindo muito e está fazendo muito sucesso”, conta Polesi.

A ideia de The Wall é levar a arte de rua para dentro da casa da pessoa. “O grafite é muito legal, a street art é incrível, mas a pessoa costuma gostar do grafite na rua e em casa já não é mais um grafite, é uma tela. E a ideia foi trazer um pedaço do muro para dentro da casa. Então, mesmo nas telas, procuro sempre manter as características do muro”, explica. O “muro” é construído de uma forma artística com uma estrutura em madeira e acabamento com pastilhas de vidro ou revestimento cerâmico; essa é a base para o trabalho de Polesi. “Agora o muro também vai para a casa da pessoa. Neste trabalho procuro trazer diferentes técnicas e vertentes da street art, não só o grafite, mas também o estêncil, canetão, colagens, além de intervenções que sobressaem da tela. A assinatura principal do meu trabalho é trabalhar com o background colorido com palavras”, conta. Uma figura presente nos seus trabalhos é o Mickey. “Todo mundo conhece o Mickey e para vender um produto é muito mais fácil fazer uma coisa que as pessoas gostam. Ele remete a melhor fase da vida das pessoas”.

As telas de canvas recebem as mesmas técnicas dos “muros”: colagem, estêncil, canetão, spray, pincel. Eu trabalhei com muito coisa durante toda a minha vida, bico de pena, pirógrafo, massa, nanquim, carvão… e tenho certeza que tudo isso construiu o artista que sou hoje.




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