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Entrevista

Diamantino​ ​Martins

Vindo do interior de Portugal, mas com o coração no mundo, ele não cansa de dizer que as pessoas que conheceu ao longo da vida são sua maior riqueza. Com um currículo recheado de boas histórias e inspirador pela sua trajetória profissional é a cabeça e o coração por trás das empresas ​PÓLIS Viagens e PÓLIS MICE.

Nascido no Alto Alentejo, em Portugal, logo cedo viu que ao contrário dos pais agricultores, ele não tinha quase​ ​nenhuma​ ​vocação​ ​para​ ​o​ ​campo.​ ​Queria​ ​viajar,​ ​sentia​ ​que​ ​queria​ ​ganhar​ ​o​ ​mundo.

A primeira viagem aconteceu no final da escola, quando os pais finalmente o permitiram ir com os colegas para o sul da Espanha. Ele próprio organizou o passeio e não podia imaginar que anos a frente organizar passeios pelo mundo levando pessoas para conhecer os lugares mais maravilhosos da terra seria seu negócio​ ​de​ ​sucesso​ ​e​ ​legado.

Após estudar Marketing & Publicidade na Universidade e uma carreira militar que durou 20 meses em Lisboa, os horizontes começaram a se abrir quando conheceu Londres para um curto curso de inglês. “Conheci tanta gente diferente, parecia que naquela cidade cabia o mundo! Pensei até em ser comissário de bordo para viajar mais, mas acabei trabalhando na área de promoção da Champanhe Moet & Chandon quase durante dois​ ​anos”,​ ​relembra.

Foi em uma viagem para Salvador, na Bahia, que as portas do turismo e oportunidade para unir o útil ao muitíssimo agradável surgiu. A viagem foi organizada por ele para comemorar com os colegas o final da faculdade. O toque do destino veio quando foi convidado para trabalhar na agência de turismo que ele havia contratado para o passeio. Em dois anos, ele acompanhou clientes para viagens pelos Açores, Madeira, Espanha,​ ​França,​ ​Mónaco,​ ​Tunísia,​ ​Alemanha,​ ​México,​ ​Estados​ ​Unidos,​ ​Tailândia,​ ​Hong​ ​Kong,​ ​Macau​ ​e​ ​Brasil.

“O meu caminho estava encontrado, mas eu queria muito mais para mim e no dia 14 de Outubro de 1995, a caminho do Alentejo para o jantar de comemoração do 97º aniversário da minha avó materna, decidi que ia arrancar​ ​com​ ​o​ ​meu​ ​próprio​ ​negócio”, conta. Com dinheiro emprestado pelos pais, nasceu a PÓLIS Viagens (e mais tarde, a PÓLIS MICE – Produtora de Eventos), que iria ser responsável pelas viagens de mais de 145 mil clientes com roteiros no mundo todo. Além do turismo, a empresa também é responsável pela promoção e organização das áreas vips de alguns patrocinadores de grandes eventos, como o Rock in Rio em Lisboa, NOS ALIVE e o NOS Primavera Sound, três dos maiores eventos de música de Portugal. Marcou o seu nome em grandes festas na KAPITAL, KAIS e MAIN, também na capital portuguesa. “Em 2012 abracei o projeto da área VIP da maior e melhor balada do Algarve,​ ​a​ ​Discoteca​ ​BLISS,​ ​onde​ ​me​ ​mantive​ ​até​ ​ao​ ​início​ ​da​ ​temporada​ ​de​ ​2016”,​ ​conta.

Com tanta história para contar, um livro parecia o caminho natural e foi assim que nasceu em 2011 o “As Minhas Viagens Pelo Mundo”, que traz as memórias e impressões das melhores andanças pelo planeta. Porém, em 21 anos de trabalho e viagens – só para o Brasil ele já veio mais de 100 vezes – muito ficou de fora da​ ​edição​ ​que​ ​poderia​ ​virar​ ​série​ ​pelo​ ​tanto​ ​de​ ​conteúdo​ ​que​ ​o​ ​autor​ ​possui.

São 21 anos a construir a minha própria história, a construir um patrimônio cultural que não deixarei de herança a ninguém mas que me faz feliz. Um investimento que não tem preço. Costumo dizer que viajar é uma forma diferente de educação e nesse sentido sinto-me numa Universidade a fazer uma licenciatura sem fim. Tenho​ ​neste​ ​momento​ ​129​ ​países​ ​e​ ​ilhas​ ​visitados​ ​e​ ​o​ ​meu​ ​objetivo​ ​é​ ​conhecer​ ​o​ ​mundo​ ​inteiro.




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